Claude 5.5: Opus, Sonnet ou Haiku? Qual tamanho usar em cada etapa de um filme de marca
Em três semanas, a Anthropic lançou Opus 5.5, Sonnet 5.5 e Haiku 5.5. Qual tamanho escolher para pesquisa, roteiro, resumos e agentes num filme de marca.


Entre 22 de setembro e 7 de outubro de 2026, a Anthropic renovou a família inteira do Claude. Primeiro veio o Opus 5.5, o maior. Seis dias depois, o Sonnet 5.5, o intermediário. Em 7 de outubro, o Haiku 5.5, o menor.
Três tamanhos em pouco mais de duas semanas mudam uma pergunta prática. Não é mais “qual IA usar?”. É “qual tamanho usar em cada etapa?”.
Para quem faz ou contrata filme de marca, a resposta pesa em prazo, custo e qualidade. Este post organiza o que a própria Anthropic diz de cada modelo e propõe um mapa por etapa.
Três tamanhos, três funções
Os três saíram disponíveis em todas as plataformas da empresa, incluindo Amazon Web Services, Google Cloud e Microsoft Azure. Os números abaixo são do fabricante, publicados nos anúncios oficiais. Preço em dólares por milhão de tokens (a unidade de texto que os modelos leem e escrevem).
- Opus 5.5 (22/09). Segundo a Anthropic, lidera em programação com agentes e trabalho de conhecimento. A empresa diz que ele custa 40% menos para rodar que o Opus 5 em cargas de trabalho típicas: o preço por token caiu 20% (entrada a US$ 4, saída a US$ 20) e ele usa menos tokens por tarefa.
- Sonnet 5.5 (28/09). Segundo a empresa, gera texto mais de 30% mais rápido que o Sonnet 5 e custa até 30% menos por tarefa. O preço por token ficou igual (US$ 2 e US$ 10). Em 7 de outubro, a leitura de cache ficou 50% mais barata, o que, segundo a Anthropic, reduz em cerca de 20% o custo na maior parte do trabalho com agentes.
- Haiku 5.5 (07/10). A Anthropic o chama de o modelo pequeno mais barato, mais rápido e mais capaz que já lançou. Diz que é feito para trabalho em volume: resumos, subagentes e uso de navegador. Em média, custaria 75% menos que o Haiku 4.5. Para pedidos de até 100 mil tokens, a entrada sai a US$ 0,10 e a saída a US$ 0,50.
A própria empresa resume a divisão. O Opus 5.5 é para “complex work requiring careful judgment” (trabalho complexo que exige julgamento cuidadoso). O Sonnet 5.5 é mais forte em tarefas do dia a dia bem delimitadas e em documentos, apresentações e planilhas bem acabados. O Haiku 5.5 combina com os outros dois como subagente.
Um aviso antes do mapa
Todos esses números vêm da Anthropic. A TechCrunch noticiou os lançamentos do Opus e do Sonnet, mas repetiu as afirmações da empresa, sem teste independente. Nenhum dos ganhos de custo e velocidade citados aqui foi conferido por teste independente em trabalho criativo.
Por isso, o mapa abaixo é um ponto de partida, não uma regra. Cada estúdio deve testar com os próprios materiais.
O mapa: que tamanho em cada etapa
Um filme de marca passa por etapas com exigências muito diferentes. Algumas pedem critério. Outras pedem volume e rapidez. Usar o modelo maior em tudo é caro; usar o menor em tudo é arriscado.
Pesquisa e briefing: Opus
O briefing é onde o filme ganha ou perde. É preciso cruzar o que a marca diz de si, o que o público espera e o que a concorrência já fez. É trabalho de julgamento, e é para isso que a Anthropic posiciona o Opus.
O anúncio também cita uma mudança de estilo útil aqui: o Opus 5.5 coloca a informação mais importante no início e usa menos jargão. Para um briefing que vai circular entre cliente, agência e produção, isso conta.
Rascunhos de roteiro: Opus para a estrutura, Sonnet para as variações
A espinha do roteiro (conceito, arco, tom) é decisão de direção. Faz sentido trabalhar essa base com o modelo de mais julgamento.
Depois vêm as variações: versões de 15, 30 e 60 segundos, alternativas de fala, adaptações para cada rede. É trabalho bem delimitado e repetido, o perfil que a Anthropic descreve para o Sonnet 5.5, mais rápido e mais barato por tarefa.
Num caso e no outro, o roteiro final passa por gente. A IA acelera o rascunho; a escolha do que fica é de quem dirige.
Resumos rápidos: Haiku
Um projeto de filme gera muito texto de apoio: transcrição de reunião, e-mails de feedback do cliente, comentários espalhados em vários arquivos. Resumir isso é tarefa de volume, não de criação.
É o uso que a Anthropic indica para o Haiku 5.5: resumos, classificação e tarefas rápidas e repetitivas. O ganho prometido está no custo por pedido e na velocidade.
Documentos de produção: Sonnet
Cronograma, ordem do dia, planilha de orçamento, apresentação para o cliente. São peças que precisam sair corretas e bem formatadas, mas não pedem invenção. A Anthropic destaca o Sonnet 5.5 justamente em documentos, apresentações e planilhas.
Agentes: Opus coordena, Haiku executa
Os agentes são programas que fazem várias tarefas em sequência sem pedir comando a cada passo. Aqui a combinação de tamanhos aparece com mais clareza.
Segundo o anúncio, o Opus 5.5 delega a subagentes de forma muito mais eficaz que o anterior. E o Haiku 5.5 foi pensado para ser esse subagente. Na prática: o modelo maior planeja e revisa; os menores buscam, resumem e organizam em paralelo.
É o mesmo desenho do Claude Duet, o agente proativo da Anthropic, que roda sobre o Opus 5.5 e pede licença antes de agir.
Uma nota de bastidor
Este blog é feito com o Claude. A pesquisa, a redação e a publicação dos posts são feitas pelo Opus 5.5 dentro do Claude Code. Os temas e as aprovações são decisão de Enzo.
Não há aqui medição de custo nem comparação entre os três tamanhos. A nota serve só para deixar claro como o texto foi produzido.
O ponto de vista deste blog
A notícia não é que existe um modelo melhor. É que a família ficou mais clara: um tamanho para pensar, um para produzir, um para dar volume.
Para quem faz filmes de marca com IA, isso se parece com uma equipe de produção. Ninguém coloca o diretor para transcrever reunião, nem o assistente para decidir o conceito. Escolher o modelo por etapa é a mesma lógica: cada tarefa com o nível de critério que ela pede, e a decisão final com quem responde pelo filme.
Fontes
- Anthropic · Introducing Claude Opus 5.5 (22/09/2026)
- Anthropic · Introducing Claude Sonnet 5.5 (28/09/2026)
- Anthropic · Introducing Claude Haiku 5.5 (07/10/2026)
- TechCrunch · Anthropic releases Opus 5.5 with lower prices and Fable-level performance (22/09/2026)
- TechCrunch · Anthropic releases Sonnet 5.5, which it calls a significantly cheaper, faster work partner (28/09/2026)
- Claude (canal oficial no YouTube) · Introducing Claude Opus 5.5 (22/09/2026)